terça-feira, 11 de outubro de 2011

SEEB-MA ajuizou ação cautelar antes que Dilma ordenasse corte de ponto

Com esse recurso, o SEEB-MA tem grandes expectativas que os bancários não terão os dias parados descontados dos salários.
Será que, no Brasil, existe realmente direito de greve? Ciente de que mais cedo ou mais tarde o Governo iria mostrar sua face, o Sindicato dos Bancários do Maranhão (SEEB-MA) se adiantou ao ajuizar perante a Justiça, uma ação cautelar com o objetivo de sustar o corte de ponto dos bancários do Maranhão. Com esse recurso, o SEEB-MA tem grandes expectativas que o direito constitucional de greve seja garantido aos bancários de todo o Estado, sem descontos nos salários dos trabalhadores pelos dias parados.
SAIBA MAIS Corte de ponto dos grevistas, uma censura silenciosa Planalto manda cortar ponto de grevistas do BB e CEF. O Governo Federal finalmente rompeu o silêncio. Não foi para negociar e encerrar a greve dos bancários. Pelo contrário. Mesmo estando na Bulgária, a presidente Dilma ordenou que as direções da CEF e do BB cortassem o ponto dos bancários que aderiram à greve nacional da categoria. O anúncio - feito pelo Ministério da Fazenda - só evidencia ainda mais que o Governo, os banqueiros e a Contraf-CUT são todos farinha do mesmo saco. Uma união firme e forte que, ao contrário do que veicula a mídia, já escancara a existência de uma censura silenciosa que nos leva a crer que no Brasil não existe direito real de greve. A CUT, representante do Governo, quer dizer, dos trabalhadores, até agora não divulgou nada sobre o corte em sua página na Internet. Mas alguém esperava por isso? Afinal de contas, a CUT é o braço sindical do PT de Dilma e Lula, logo está de acordo com o que declarou o ex-presidente, em 2007, que “greve sem corte de ponto vira férias”. O SEEB-MA alerta queessa medida tomada pelo Governo visa impor o medo aos que ainda não aderiram à greve e colocar dúvida nos grevistas, situação que caracteriza a prática de assédio moral contra os trabalhadores. O presidente do SEEB-MA, José Maria Corrêa Nascimento, conclama os bancários a não se intimidarem com as ameaças dos bancos e do Governo Federal. “Não se submetam à pressão dos banqueiros e do Governo, ignorem ligações convocando-os a voltarem ao trabalho. Nossa greve é forte,legal, justa e legítima. O fim do movimento só será decidido em assembleia da categoria, com a apresentação de uma nova proposta pelos patrões, no mínimo equivalente aos acordos fechados com o BRB e Banpará, de forma alguma, por atitudes e decisões como essas” – assegurou.

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