O lucro dos bancos cresceu agora eu quero o meu
Os lucros recordes dos bancos se devem, em grande medida, aos péssimos salários e ao ritmo cada vez maior
de trabalho. A greve é o momento de tomarmos parte desse lucro para melhorar nosso salário e as condições de
trabalho.
Os banqueiros têm afirmado que a crise econômica mundial não permite conceder reajustes acima da inflação ou
estabelecer novos direitos. Dilma e seus asseclas repetem o mesmo. Guido Mantega afirmou que os funcionários das
estatais receberiam somente a inflação. O S.R. Carlos Eduardo Leal Neri, negociador e diretor do BB, é um exemplo
desta postura: “Não existem sobras no lucro do Banco e qualquer benefício significa, na verdade, aumento no
dispêndio da Empresa”. A negativa ao conjunto das reivindicações apresentadas na mesa específica da CEF mostra
política semelhante. Mas estas afirmações não têm nenhuma base na realidade. Os lucros dos bancos continuam
crescendo evidenciando que os efeitos da crise mundial não chegaram ao país.
Por outro lado, a postura da diretoria do sindicato beneficia somente o governo e os banqueiros. A data base foi 1° de
setembro e até agora não tivemos mobilização pra valer. Inclusive já houve várias negociações gerais e especificas
onde os banqueiros mantiveram sua postura intransigente e os bancários não tiveram oportunidade de discutir os
rumos da campanha ou propor um calendário de luta. O sindicato simplesmente sumiu dos locais de trabalho. A lógica
é que uma campanha fria e demorada pode levar a categoria a aceitar mais facilmente uma proposta rebaixada ao
ficar refém da PLR, pois estamos todos endividados. Além disso, estamos perdendo a oportunidade de unificar a
greve com os colegas do correio e aumentar a pressão sobre o governo.
lucro dos bancos R$ 170 bi nos 8 anos do governo Lula (500%)
primeiro semestre/2011 - Bradesco R$5,487 bi
Itaú Unibanco R$7,1 bi
Santander R$ 4,154 bi
BB R$6,2 bi
CEF R$1,7 bi
7,8% é provocação
Assembléia para construir a greve JÁ!
Por isso exigimos imediata convocação de uma assembleia para construir a greve. Os 7,8% da última negociação foi
dia 20 e os banqueiros já anunciaram que não pretende fazer nenhuma proposta superior. Não há motivos para que
adiemos mais o começo da greve da categoria.
Cinco Motivos para fazer a greve:
• O lucro médio dos bancos cresceu 19%, enquanto nossos salários acumulam perdas de 98,62% na CEF,
86,68% no BB e 26% nos privados.
• Em setores que lucram menos, categorias fizeram greve e arrancaram acordos positivos como é o caso de
metalúrgico de São José (10,8% + abono de R$3.000,00) e construção civil de Belém (10% a 14%).
• Apesar de a lei estabelecer a jornada de seis horas e haver decisões judiciais favoráveis, os bancos
continuam desrespeitando esse direito.
• Mesmo batendo recordes de lucro, os bancos privados continuam demitindo e há pressão da perda da
comissão em todos os bancos, aumentando o assédio, as metas e as doenças profissionais.
• Novos e antigos funcionários têm direitos completamente diferentes nos bancos públicos, mesmo exercendo a
mesma atividade.
A unidade será reposta a intransigência do BB
Os funcionários do BB têm um conjunto de demandas fundamentais para serem alcançadas nessa
campanha salarial. Ninguém aguenta mais ficar refém das comissões, do assédio, metas e do ritmo de
trabalho.
Às seis horas é garantido por lei, mas o banco continua desrespeitando esse direito, fazendo 65% dos seus
funcionários trabalharem oito horas. Os outros 35% têm 15 minutos a mais com a jornada de seis horas
e quinze minutos. Os funcionários dos bancos incorporados e os pós 98 não têm os mesmos direitos. Os
colegas do ex-BNC que não migraram tiveram somente 7,5% de reajuste e os que migraram tiveram este
índice no VCPI ao invés dos 13%. Os funcis pós 98 e os incorporados não possuem 20 dias de licença
prêmio. Ao invés do banco restabelecer o antigo PCS criou um PCR de 0,08 centavos por dia para os
poucos funcionários que conseguiram algum ganho salarial. O BB parece se esquecer suas afirmações que
estabelece que a relação com o funcionalismo deva ser de diálogo e respeito. O banco tem estabelecido
um conjunto de políticas antissindicais. Em SP chegou a ter a cara de pau de fazer um coquetel para
inaugurar o LAC (Local Alternativo de Contingência). Chegou ao ponto de regulamentar estas práticas por
um normativo, o IN 420-1. Na negociação afirmou que vai destacar a cláusula da FENABAN referente aos
dias parados, forçando sua compensação.
A resposta do funcionalismo será a unidade. Na greve somos todos bancários: escriturários, caixas,
assistentes, engenheiros, gerência media. Todos devem se unir para conquistar nossas reivindicações.
Não aceitaremos qualquer reposição dos dias parados porque a greve é um direito dos trabalhadores.
Na CEF exigimos Igualdade de Direitos.
Isonomia Já!
Apesar do crescimento do lucro de 36,4% no primeiro semestre, a vida dos funcionários da Caixa tem
ficado cada vez mais difícil. Em todas as áreas há sobrecarga de trabalho e a cobrança aumenta exigindo
cada vez mais produção.
A CEF não garante o aumento no número de funcionários e nem direitos iguais para todos. Na mesa de
negociação especifica a CEF novamente disse não a isonomia. O governo Dilma, como o de Lula, se nega
a reverter uma herança maldita de FHC e os novos não tem direito a licença prêmio de 20 dias e nem ao
ATS (anuênios). Mas existe outra descriminação absurda -esta criada no governo Lula- que a CEF se nega
a reverter. Os funcionários que decidiram ficar no REG/REPLAN, apesar da pressão da empresa, têm
vários direitos negados como, por exemplo, a impossibilidade de aderir à tabela salarial unificada do PCS
de 2008 e, em 2010, foram excluídos do Plano de Funções Gratificadas.
A única forma de reverter à postura da direção da CEF é uma grande mobilização do funcionalismo,
construindo uma forte greve com a participação de todos os colegas.
Acompanhe a campanha pelo blog: http://campanhasalarialdeverdade.blogspot.com/
Fonte: Coordenação Nacional MNOB via Oposição SP
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